sexta-feira, 15 de julho de 2011

Globalização e Educação

3 - Globalização e o jogo das identidades

No mundo contemporâneo onde se tem uma globalização de negócios com relacionamentos internacionais é produzida não só mercadorias, mas junto com elas uma heterogeneidade cultural com identidades contraditórias, que são “continuamente deslocadas”.
Sendo assim não se pode pensar mais em um sujeito portador de referenciais culturais unificados, permanentes e complexos.
A convivência de diferentes expressões culturais, tem estimulado movimentos de afirmações da identidade cultural de alguns grupos, provocando também desestabilização e fragmentação de códigos culturais.
Isso ocorre segundo Hall(1997) a cinco grandes mudanças nas ciências humanas. A concepção materialista de mundo social e de sujeito histórico de Mark; A descoberta do inconsciente por Freud e seus seguidores; O trabalho da lingüística desenvolvido por Saussure e pelos modernos filósofos da linguagem na perspectiva de aprender a língua como um sistema social, um artefato cultural que não se reduz a uma autoria individual sendo o terceiro; A quarta mudança diz respeito à própria concepção de poder está presente no trabalho do filósofo Michel Foucaull; E o surgimento do feminismo.
Com uma grande responsabilidade na uniformização da imagem, do consumo, para a população com padrões pré-estabelecidos por empresas multi-nacionais. Observando-se assim ao fim das culturas nacionais e das expressões locais.
Em conjunto com esses fatos se tem Países que estão sentindo-se ameaçados pela desintegração da “cultura nacional”, ainda se tem países periféricos, sentindo-se à margem do processo de globalização ou resistindo a ele, fazendo ressurgir movimentos particularistas que contradizem o processo de globalização e de homogeneização cultural.
Com isso neste cenário onde convivem em confronto de interesses e busca de reconhecimento cultural, acaba dando lugar a um verdadeiro jogo de identidades resultando de uma cultura contemporânea, sincreticamente produzida. Toda essa variável de informações, vão constituindo sujeitos diferenciados, com seus interesses, tradições familiares, culturais locais e nacionais, marcadas e moldadas por um mundo sem fronteiras dos meios de comunicação, do capital especulativo, da produção de bens e serviços e fortemente segregado entre os que tentam usar dos direitos básicos da cidadania.

Escritos Curriculares

O currículo escolar abrange todas as experiências escolares, é a totalidade das experiências de aprendizagem planejadas e patrocinadas pela escola, sendo todas as experiências dos alunos, que são aceitas pela escola como responsabilidade própria. São todas as atividades através das quais o aluno aprende. Em sentido restrito currículo escolar é o conjunto de matérias a serem ministradas em determinado curso ou grau de ensino. Neste sentido, o currículo abrange dois outros conceitos importantes: o de plano de estudos e o de programa de ensino. Plano de estudos é a lista de matérias que devem ser ensinadas em cada grau ou ano escolar, com indicação do tempo de cada uma, expressa geralmente em horas e semanas.
Programa de ensino é a "relação dos conteúdos correspondentes a cada matéria do plano de estudos, em geral, e em cada ano ou grau, com indicação dos objetivos, dos rendimentos desejados e das atividades sugeridas ao professor para melhor desenvolvimento do programa e outras instruções metodológicas" (OEA-UNESCO). De forma ampla ou restrita, o currículo escolar abrange as atividades desenvolvidas dentro da escola. As atividades educativas escolares correspondem à idéia de que existem certos aspectos do crescimento pessoal, considerados importantes no âmbito da cultura do grupo, que não poderão ser realizados satisfatoriamente ou que não ocorrerão de forma alguma, a menos que seja fornecida uma ajuda específica, que sejam exercidas atividades de ensino especialmente pensadas para esse fim. São atividades que correspondem a uma finalidade e são executadas de acordo com um plano de ação determinado, isto é, estão a serviço de um projeto educacional. A primeira função do currículo, sua razão de ser, é a de explicitar o projeto - as intenções e o plano de ação - que preside as atividades educativas escolares.
Enquanto projeto, o currículo é um guia para os encarregados de seu desenvolvimento, um instrumento útil para orientar a prática pedagógica, uma ajuda para o professor. Por esta função, não pode limitar-se a enunciar uma série de intenções, princípios e orientações gerais que, por excessivamente distantes da realidade das salas de aula, sejam de escassa ou nula ajuda para os professores. O currículo deve levar em conta as condições reais nas quais o projeto vai ser realizado, situando-se justamente entre as intenções, princípios e orientações gerais e a prática pedagógica. É função do currículo evitar o hiato entre os dois extremos; disso dependem, em grande parte, sua utilidade e eficácia como instrumento para orientar a ação dos professores. O currículo, entretanto, não deve suplantar a iniciativa e a responsabilidade dos professores, convertendo-os em meros instrumentos de execução de um plano prévia e minuciosamente estabelecido. Por ser um projeto, o currículo não pode contemplar os múltiplos fatores presentes em cada uma das situações particulares nas quais será executado (...). Em resumo, entendemos o currículo como o projeto que preside as atividades educativas escolares, define suas intenções e proporciona guias de ações adequadas e úteis para os professores, que são diretamente responsáveis por sua execução. Para isso, o currículo proporciona informações concretas sobre que ensinar, quando ensinar, como ensinar e que, como e quando avaliar"

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O currículo entre o relativismo e o universalismo (questões do texto)

Texto: “O currículo entre o relativismo e o universalismo”
Autor: Jean-Claude Forquin



1 – Qual é o conceito de currículo apresentado pelo autor?

R: O autor apresenta dois tipos de currículo, os relativistas que defendem o questionamento da validade do que é ensinado. E o currículo Universalista que afirma que, há saberes “públicos” que todos devem ter acesso, apresentando valor independentemente de circunstância e interesses particulares.


2 – Explique o que representa a ideía de universalismo no currículo, apresentado os aspectos que o definem.

R: a ideía de universalismo no currículo escolar significa que a escola deve transmitir saberes “públicos”, explicitamente formulados e controlados, aos quais todos possam ter acesso, apresentando valores independentemente das circunstâncias e dos interesses particulares. Porém históricamente, pode-se distinguir na cultura escolar pelo menos dois tipos de universalismo: O universalismo dos saberes elementares e o universalismo “humanista” que foi durante muito tempo identificado com a tradição do ensino secundário clássico.


3 – Explique o que representa a ideía de “relativismo” no currículo, apresentado os aspectos que os definem

R: a ideía de relativismo no currículo esta voltada para que o discurso humano se resume a uma técnica de persuasão. O argumento relativista pode tomar diversas formas e diferentes caminhos, considera também os valores e as verdades como produtos sociais nos quais estão investidos interesses, paixões e preconceitos de coletividades humanas particulares.


4 – Explique os seguintes enfoques sobre currículo
a) – Analítico e descritivo
b) – Normativo e prescritivo
c) – Operatório e tecnicista
d) – Eclético

a) R: Apresenta-se com diferentes interpretações livres, assim definindo o currículo como objeto de vários tipos de enfoques.
b) R: é uma tentativa de estabelecer um ordenamento lógico e definir normais que vão determinar o que é apropriado no uso. Daí surge a noção de certo e errado. Aquilo que não estiver de acordo com as normas, é classificado como errado.
c) R: reorganiza os programas e as diretrizes pedagógicas a partir de uma perspectiva pautada em objetivos comportamentais e competências mensuráveis, causando um risco de fragmentação das aprendizagens.
d) - R: Uma cultura que amostra um amontoado de tudo.

Avaliação no Ensino Superior

Pensar a educação superior, bem como suas avaliações pressupõe definir os valores e conhecimentos a serem desenvolvidos, entrevendo sua relação com o Projeto Político Institucional.
O aluno do ensino superior traz em suas particularidades marcas de seu ensino de como foram realizadas as avaliações anteriores de sua vida e muitas vezes, deparara-se com práticas avaliativas autoritárias até mesmo nas universidades.
É encontrado no meio acadêmico uma crescente busca dos educadores em realizar uma prática diferenciada de avaliação. Contudo, os caminhos ainda não estão claros.
Entendemos a avaliação como parte integrante e fundamental do processo de ensino e aprendizagem; mas o professor ainda não encontrou meios para lidar com o aluno que obteve resultado (nota ou conceito) insatisfatório. Diante de tal situação o docente precisa certificar-se de que, se a aprendizagem não ocorreu (ainda), pode ter sido por dificuldades em lidar com as idiossincrasias, e verificar se os instrumentos para avaliar foram suficientes para atender aos objetivos propostos.
A avaliação ao longo dos séculos cumpre a sua função de controle, expressando os resultados em conceitos ou notas que deliberam a quantidade e a qualidade daquilo que se buscou atingir em relação aos objetivos propostos.
Deveríamos indagar por que o ensino superior, ainda cumpre esta função reguladora de avaliação?
Em um processo de ensino que priorize a crítica e uma educação transformadora, a ênfase da avaliação estará centrada no processo e não no produto final (nota). Também são priorizadas as relações interpessoais, as trocas mútuas entre docente e discentes. Haverá necessariamente um momento de parada para que se repense, para que se crie, para que sugira e se procure outras formas de avaliar.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cenas de "Giordano Bruno", Itália 1973


Um olhar sobre o filme que nos ajuda a intender um pouco dos problemas enfrentados na política brasileira para se tentar fazer uma mudança nos currículos escolares brasileiros.
Giordano Bruno era um homem que tinha um pensamento crítico da sociedade em que vivia, porém sabia que homem tinham poderes que interviam na vida de uma sociedade, defendia uma nova concepção do homem com um conhecimento democrático o que vinha de contradição com a igreja, que matia o monopólio do conhecimento e poder regulamentando/fiscalizando a transmissão do pensamento com a inquisição de quem vinha de contra seus objetivos e dogmas. Giordano Bruno afirmava que: Deus não esta somente no Céu, mas em toda a parte em cada matéria, defendendo assim um filosofia livre com autonomia do pensamento e da ciência, o que ameaçaria a igreja entre outra coisas.
Depois de ser preso e pronto para ser levado para o tribunal da inquisição recebe uma oportunidade de se salvar, Giordano deveria renunciar seu orgulho e desmentir sua versão, renunciando sua filosofia. No tribunal Giordano reconhece o seu erro ao tentar pedir ajuda a quem tinha o poder, usando uma frase marcante que dizia “errei por pedir quem tem poderes que reforme o poder”.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sugestão de Filme

Uma boa sugestão de filme brasileiro que estar tratando de educação é, As Melhores Coisas do Mundo
esse filme vai passar dia 08 de Abril sexta-feira no telecine Premium 23h50, ele procura relatar a adolescência na classe média brasileira como ela é. Uma trama que estar discutindo os anseios e esperanças dos jovens e a participação da tecnologia em suas vidas. Além de ter uma bela trilha sonora. Um filme sobre adolescentes, pais, educadores e ética profissional, com frases marcantes que chama atenção dos pais para ficarem atentos aos filhos.

sinopse

Mano é um adolescente paulistano de classe média, que enfrenta problemas e dilemas típicos desta fase da vida. Junto a seus amigos, ele vive situações onde seus medos, a descoberta sexual, a pressão pelo sucesso e a relação com a família se manifestam de forma intensa.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Uma avaliação ruim

No primeiro período, na matéria de PHIPP 1 o professor passava toda semana grandes texto e cobrava fichamento de todos esses, dizendo que iria ser utilizados para sua avaliação. Porém no termino do período ele não usou todos os textos para sua avaliação, avaliando assim de forma injusta os alunos que entregaram todos os fichamento.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades
Faculdade de Educação da Baixada Fluminense
Professor: Ivan Amaro
Alunos: André Tintel, Camila, Flávia Arruda, Gleycon, Luana Arouxa, Lusiete Ferreira, Marciely.

Referência: Nóvoa, Antonio (org.). As organizações escolares em análise. Dom Quixote, Lisboa, Portugal, 1995.

Questão 1: A partir das experiências de vocês façam uma breve descrição/análise das seguintes características:

=> Aspectos Físicos da Escola: Falta de espaço físico para o lazer, mobiliário inadequado e/ou péssimo estado, salas lotadas, edifício escolar precisando de reformas, etc.

=> Aspectos Administrativos: Organização da escola no cotidiano, nas suas normas. Direção eleita por políticos, direção pouco comprometida (direção tomadas de cima para baixo, sem uma participação democrática), número de auxiliares insuficientes; a comunidade só participa nas festas das escolas e nas entrevistas iniciais do ano letivo; tomada de decisão, corpo docente de contratados X concursados, etc.

=> Aspectos Sociais: Há um conflito entre os professores públicos e os auxiliares que são terceirizados. Alguns professores não tinham paciência com alguns alunos. Implementação do projeto político pedagógico de fato. E os pais só eram chamados à escola quando algo saía errado, e nunca para receberem elogio a respeito de seus filhos. Relação entre alunos; relação entre alunos e professores; relação entre corpo docente.

Questão 2: Apresente duas (2) sugestões exeqüíveis para desenvolver cada uma das características da escola eficaz (p. 26-28)

Autonomia da escola

- Escola pensa em formas de avaliação para complementar a sugerida pela Secretaria de Educação;
- Tomadas de decisões próprias, bem argumentadas;
- Projetos de encontro de ex- alunos;
- Criação de grupos de teatro com intuito de se tornarem tradicionais.

Liderança organizacional

- Criação de grêmios escolares com eleições democráticas aberta para todos, com participação nas decisões direcionais;
- Seleção diária de um ajudante do professor e designação de um aluno para ser monitor de disciplina bimestralmente.

Articulação curricular

- Permitir ao aluno planejar a sua própria avaliação;
- Promover debates interdisciplinares;
- Trabalhar através de projetos;
- Usar métodos de avaliação bimestral de forma variada, como por exemplo, só prova, só trabalho e etc;
- Desenvolvimento de aulas pratica de campo com avaliações orais de diferentes assuntos abordados durante o ano letivo, como exemplo aulas de historia em museus.

Otimização do tempo

- Utilização de diferentes recursos na sala de aula;
- Elaborar um planejamento exeqüível para melhor disseminação do conteúdo a ser abordado;
- Compactação da matéria com melhores planejamentos de aula;
- Diminuição do envolvimento burocrático do aluno com o sistema educacional, exemplo, conselhos de classes.

Estabilidade profissional

- Deixar o professor em sala, onde o mesmo mais gosta de atuar, ex.: educação infantil.
- Valorização do salário do educador para que não se precise trabalhar em mais de um lugar.
- Oferecimento de benefícios como cursos e programas para a família do profissional o que atrairia ele para um só trabalho.

Formação do pessoal

- Aumento de salário para funcionários voluntários e aprovados por cursos realizados;
- Palestras de conscientização profissional com uso de exemplos de problemas e melhorias.

Participação dos pais

- Programas com os já existentes no Brasil de amigos da escola;
- Além de propagandas incentivadoras a nível regional e nacional de incentivo dessa pratica familiar.

Reconhecimento público

- Divulgação dos trabalhos que a escola faz/desenvolve;
- Publicar num mural, criação de um blog, criar uma rádio comunitária, um jornalzinho;
- A busca por melhorias com a conscientização de todos, traz por si só o reconhecimento público e acaba tornando assim a instituição em uma referencia.
- Uma busca maior e constante sempre de transparência de ideologia da instituição.

Apoio das autoridades

- Promover eventos convidando autoridades para conhecer o trabalho da escola e suas necessidades educacionais.
- Disponibilizar apoio as autoridades sempre que possível, buscando assim uma maior integração com todas.


Questão 3: Reflita sobre os elementos da cultura organizacional das escolas com base na sua experiência.

Minha reflexão foi pautada na minha pequena experiência numa instituição pública, onde fui estagiária por nove meses, e também a partir da minha experiência como aluna da rede municipal do RJ.
Na instituição onde fui aluna, por ser muito pequena, não consegui identificar a cultura organizacional. Já na instituição onde trabalhei como estagiária, os elementos da cultura organizacional eram/são demarcados negativamente, seja na zona de invisibilidade como na zona de visibilidade.
Na zona de invisibilidade, os valores, as crenças e as ideologias, apesar de serem considerados elementos chaves no processo de institucionalização das mudanças organizacionais eram pouco exploradas, pois as ações sociais eram o que menos importavam. Até porque as crenças estavam cristalizadas numa visão determinista.
E na zona de visibilidade apesar da instituição possuir um planejamento político e pedagógico, alguns profissionais não seguiam o projeto. Um exemplo disso era a má utilização da sala de vídeo da instituição, que era utilizada sem nenhum planejamento, apenas para “tampar buraco”.

Questão 4: Relacione as três áreas de intervenção (Escolar, Pedagógica, Profissional) com o cotidiano da escola.

É importante ressaltar que o meio escolar tem que ser encarado como uma comunidade educativa para os pais e a comunidade poder atuar como avaliadores da instituição e dos projetos educativos oferecidos, e para haver a participação de outros profissionais como psicólogos e assistentes sociais que estão relacionados à área pedagógica, já que estes possuem a capacidade de analisar o aluno, orientar os professores em seus projetos, na relação educativa professor-aluno e proporcionar um processo educativo multidisciplinar. Em relação ao profissional podemos perceber que esse trabalho conjunto faz com que o docente entenda melhor o aluno e a realidade da escola. Portanto, para que a escola proporcione qualidade em seu ensino e desenvolva a democracia é necessário que haja um trabalho conjunto, visto que os pais e a comunidade possuem a legitimidade social, política e os professores juntamente com os outros funcionários possuem a legitimidade técnica e cientifica.


Questão 5: Escreva uma reflexão sobre a relevância da avaliação das escolas (auto-análise) para o sucesso da educação.

A auto-análise de uma escola é de suma importância, tanto para os alunos quanto para o corpo docente e funcionários.
Para que os alunos possam ter um bom desempenho, é imprescindível que o organismo (escola) esteja funcionando bem. E para que isso se torne possível, é preciso que se faça uma auto-análise. É como se fosse olhar-se no espelho para ver se está tudo bem, se está tudo em seu devido lugar, ou melhor dizendo, seria como fazer um raio x para poder detectar tudo que há de errado e verificar o que pode ser mudado para melhorar a escola no seu todo.
Começando pela parte física, o prédio onde funciona a escola e seus móveis e utensílios, devem estar em perfeito estado de manutenção, os funcionários trabalhando satisfeitos e com eficácia, e por fim, os professores, atuando com comprometimento, sendo reflexivos quanto ao conteúdo usado em sala de aula e com o individualismo de cada aluno (cada aluno carece de um tratamento único), cada indivíduo é diferente do outro, portanto, não se deve tratar alunos como se fossem um rebanho de gado ou coisa parecida.
E esta auto-análise deve partir não só da diretoria e sim de todos que compõem a engrenagem que faz movimentar a instituição de ensino.

Questão 6: Reflita sobre as categorias da avaliação institucional e sobre as funções e critérios da avaliação.

A avaliação institucional consiste na organização e controle interno da instituição, seu aspecto principal visa o acompanhamento do desenvolvimento do projeto na escola. Porém, é possível que se promovam processos de avaliação com intuito de gerar um controle da instituição e suas organizações. Esta situação se torna necessária quando ocorrem conflitos na instituição. A avaliação de ordem institucional atua no âmbito escolar, atendendo assim, as necessidades de organização do ensino.
Seus critérios de avaliação estão associados a produção de conhecimentos, em que um professor ou um técnico a conduz, utilizando se de dispositivos de ação permanente, operatória , participativa e coletiva .Associado também na pratica institucional, onde quem conduz este processo é a direção e a gestão escolar, com intuito de implementar na instituição dispositivos de regulação institucional, além de acrescentar em seu sistema inovações educacionais acompanhando os projetos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

FAZER A PONTE (Resumo)

Uma escola sem muros

A escola da Ponte é uma escola de área aberta construída por vontade dos professores, um edifício-escola que permite o desenvolvimento de uma Pedagogia orientada para uma práxis social de integração do meio na escola e da escola na vida, aliando o saber ao saber fazer. Seu horário de ensino é integral o que evita fracturas na organização do trabalho, porque não há necessidade de partilhar o espaço com grupos diferentes e lógicas de funcionamento também diferentes.
Foi abolida ou se atenuou os efeitos do mecanismo de aprovação/ reprovação, por não encontrar o sentido em uma escola em que se procura que tudo se conjugue para proporcionar uma programação flexível adequada ao progresso dos alunos ao longo do ciclo de estudo e, desde logo, uma perfeita correspondência entre progressão e progresso.
A vivência na comunidade escolar tem um caráter formativo, veiculador de valores sócias e de normas por todos assumidas e elaboradas com a participação de todos.
Na Ponte, vive-se, cultiva-se a delicadeza no trato, suavidade na voz, a afabilidade para com o colega, a disponibilidade, a atenção ao outro, a capacidade de expor e de se expor. A interajuda permanente acontece em todo o sistema de relações, a partir do exemplo dado pelo trabalho em equipe dos professores.

Repensando a escola

Na escola Pontes existem regras que são debatidas um exemplo é o quadro de direitos e deveres regulam todo o sistema de relações, mas é proposto, debatido e aprovado pela Assembléia da Escola, no início de cada ano letivo.
A organização de meios e a gestão do bem-estar são de responsabilidades coletivas, de acordo com categorias de tarefas aquém se dá o nome de responsabilidades. O cumprimento das tarefas incumbe a grupos de aluno, como por exemplo, o grupo de murais, o grupo do recreio bom, o dos responsáveis pelo material comum. De 15 em 15 dias, todos os grupos apresentam relatório com tudo o que fizeram da sua responsabilidade, durante esse tempo.
Essa escola não pode ser ainda considerada escola inclusiva, a Ponte tende para a inclusão e, neste sentido, o trabalho em grupo heterogêneo assume um papel preponderante.
O plano de estudo é o mesmo para todos os alunos, mas há adaptações no currículo de cada um, em função das suas necessidades e capacidades, nomeadamente, no nível de iniciação e no da transição. No início do dia cada aluno define o seu plano individual, que consiste em um registro de intenções sobre o que quer aprender durante o dia.
A avaliação das aprendizagens é feita quando o aluno se sente preparado para o efeito. Comunica o que aprendeu e faz prova só quando quer, quando sente que é capaz. Os professores agem como persuasores mais ou menos democráticos...
A liberdade é mitigada ainda mais pela necessidade de prestação de contas do que se faz. Com o ideal da escola que diz se cada um agisse isolado, onde estaria a idéia de projeto, onde estaria a escola? Todos convergem para os mesmo objetivos gerais, se não haveria diferentes e indiferentes escolas dentro de uma mesma escola, na Ponte, não estando os alunos divididos por turmas, os professores são professores de todos os alunos e não estão destinados a um único espaço, a um único grupo de alunos.
Ninguém tem um lugar fixo para brincar, trabalhar e aprender. Nem os professores, nem os alunos. Embora haja um horário de referencia para alunos e professores, estes não olham para o relógio, quando o que é preciso fazer-se tem de ser feito.
O rompimento com a organização tradicional da escola teve conseqüências também quanto ao repensar do serviço docente. Todos os professores da atual equipe tinham trabalhado, anteriormente, sozinhos e com turmas de 30 ou mais alunos. Todos tinham passado anos esforçados, fazendo o seu melhor dentro do que era possível, orientados por planos de aula concebidos para um hipotético aluno médio, queixando-se de não terem tempo para dar o programa.

Em nome da autonomia e da solidariedade

Na escola da Ponte, as crianças são tratadas como crianças e não como alunos. As crianças explicam o porquê de tudo o que fazem de tudo o que vive.
Na linha de Dewey, pretendeu-se centrar a aprendizagem nos interesses da criança, fomentar métodos de pesquisa e de resolução de problemas. Mas a seleção e tratamento de informação não promovem, por si só, o acesso ao conhecimento. É necessário utilizar estratégias que permitam transformar a informação em conhecimento.
As crianças desenvolvem estruturas cognitivas em um aprender, fazendo indissociável de um aprender a aprender. O aprender está relacionado com fatores emocionais e motivacionais que podem conduzir a um sentimento de realização pessoal. Considerando que a criança tem um papel ativo no ato de aprender.
Implicada em uma aprendizagem por descoberta, o professor é alguém que ajuda a resolver problemas, que estimula as crianças, que confia nas suas potencialidades. O exercício da descoberta e a aprendizagem critica permitem que o aluno aprenda a heurística da descoberta e racionalize os seus processos cognitivos, aumentando a sua autoconfiança e ascendendo em níveis elevados de autonomia. O valor da autonomia encontra a sua expressão máxima nas atividades realizadas pelas crianças.
Entre os princípios defendidos no projeto, avulta o da significação epistemológica, traduzida na construção de um conhecimento do senso comum – de que a criança é portadora à chegada à escola – e o conhecimento científico que subjaz a qualquer área cientifica.
Pela assunção do princípio da gradualidade se reconhece a necessidade da organização das atividades em uma perspectiva seqüencial e a progressiva passagem da aprendizagem dirigida pelos professores para uma aprendizagem autônoma, onde o aluno assume o papel principal na construção do conhecimento.







Memórias

Nada foi inventado na Escola da Ponte. Em um longo processo de 25 anos, os problemas geraram interrogações, as interrogações conduziram à busca de soluções. O projeto da Escola da Ponte está sempre incompleto, sempre a recomeçar.
Um projeto de escola democrática é um ato coletivo. O sucesso dos alunos depende da solidariedade exercida no seio de equipes educativas, a qual facilita a compreensão e a resolução de problemas comuns. Por isso, os professores têm um papel fundamental no atendimento aos pais. Este atendimento processa-se a qualquer hora de qualquer dia.
Quanto ao ciclo escolar a Escola da Ponte enfrentou problema junto ao Ministério da Educação que se decidiu pela transformação da escola de 1° ciclo em uma escola básica integrada (EBI 1,2,3 da Ponte), a partir do ano letivo de 2001/2002.
A associação de pais também é um parceiro indispensável. Garante o funcionamento da cantina, a realização de atividades de férias para as crianças, a aquisição de equipamentos essenciais ao desenvolvimento do projeto, mas é, sobretudo, um interlocutor sempre disponível.

Ricos e fragilidades

Do observatório da Ponte, vimos o trabalho de equipes de professores construídos ao longo de muitos anos serem destruído em escassos dias por outros que, por não estarem atentos à necessidade de elaboração da sua cultura pessoal e profissional, se mantinham cativos de uma cultura de funcionário público.
A transição entre equipes de professores, só foi possível porque os novos professores foram colocados na escola em regime de destacamento e por deliberação própria, sabendo que projeto estava a tomar em suas mãos. Só deste modo foi possível não desperdiçar 20 anos de um trabalho considerado inovador, o que poderia ter sucedido quando da aposentadoria dos seus primeiros autores.
A seleção dos candidatos é feita em função da sua adesão a um projeto. E a estabilidade requerida por verdadeiros projetos pode ser garantida pelo caráter plurianual das colocações e por uma afetiva avaliação de desempenho dos professores.
Um dos riscos que o projeto corre é se o ninho de inovação e mudança, construído à custa da dedicação e sacrifício, vão permanecer dependentes de precários destacamentos, ou a escola continuarão exposta às vicissitudes de concursos de colocação aleatórios. Outro risco advém das fragilidades da formação (inicial e não inicial) que ainda se faz.
Tendem a serem ignorados os efeitos secundários das práticas tradicionais, tão injustas como inadequadas tão avessas às transformações sociais como geradoras de exclusão escolar e social.










É necessário e, em muitos casos, urgente desenvolver processos de reajustamento profissional a novos objetivos e novas tarefas dos professores recém-integrados na carreira. O professor recém-formado é atirado, sem recursos, para o isolamento de uma sala que tem dentro um grupo de crianças. Os primeiros dias são decisivos para a instalação de rotinas que resolvem a crise inicial. O professor evoca modelos da sua experiência como aluno passa a exercer um apertado controle e uma estruturação de trabalho que anula qualquer exercício de autonomia discente anulando a sua própria autonomia, recorre ao manual que anula o professor, utiliza testes que anulam qualquer resquício de avaliação alinhada com a aprendizagem e a diversificação de processos, procura créditos que anulam a procura da formação necessária. Nos dois últimos anos, a experiência do estágio de formação contínua permitiu a criação de redes de colaboração entre professores e escola.


Disseminar ou contaminar?


A Escola da Ponte foi objetivo de múltiplas investigações, matérias para teses, artigos e livros. A Escola da Ponte apenas mostrou que há utopias realizáveis.
A Ponte é, como qualquer outro, um lugar de chegar, de ficar e de partir. Um lugar onde deliberada e intencionalmente se chega para (com outros!) fazer crianças mais felizes.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Entrevista sobre Ensino Integral - parte 4

Entrevista sobre Ensino Integral - parte 3

Entrevista sobre Ensino Integral- parte 2

Entrevista sobre Ensino Integral - parte 1

Para o aumento da carga horária no ensino fundamental

Um possível aumento da carga horária no ensino fundamental das escolas brasileiras se faz necessário com uma reforma de estrutura. Já que com a atual jornada de ensino, as escolas públicas já passam por muitas dificuldades, problemas que só iriam agravar com a ampliação para o tempo integral de ensino, sendo maiores as responsabilidades na educação dos alunos. Esse ideal de aumento poderia até ser uma boa opção se no Brasil os governantes investissem mais em educação com propósitos focados para esse projeto.
Como já se é observado em países desenvolvidos, que visam além da educação de base uma inclusão de atividades culturais, esportivas e de lazer.
O que se observa no Brasil com relação ao aumento da carga horária é evitar que crianças e adolescentes entrem na marginalização, além de disponibilizar para os pais mais tempo para o trabalho, sem levar em conta a convivência social, ou até mesmo o convívio com familiares e outros aspectos de cidadania que iriam ajudar no desenvolvimento dessas crianças e adolescentes.
Além disso, no Brasil, se verifica uma deficiência muito grande na formação de professores, trazendo assim maiores problemas se a jornada integral fosse adotada nas escolas de ensino fundamental. A responsabilidade de um educador não pode se limita só em ensinar a matéria escolar ao aluno, mas também de entender o seu convívio social.
É grande a dificuldade de ampliação das funções escolares por conta da falta de planejamento de ensino, observada pela situação social em que vivemos e na precariedade do sistema educacional público. A escola com objetivo de participar da formação educativa da vida dos alunos, nem sempre tem conseguido realizar essa função.
A crise dos ideais da modernidade tem atingido a vida escolar de crianças e adolescentes. Por exemplo, uma boa educação escolar te que obrigatoriamente oferece boas oportunidades na área de trabalho, que é uma das principais virtudes da modernidade. Mostrando-nos um dos maiores fracassos educacional levando um País a ter grandes problemas, de desigualdade social.
Com uma experiência mais informativa a escola pode influenciar de forma humana na vida dos alunos, podendo ajudá-los na convivência com o restante do mundo, nas comunicações com outras pessoas e até mesmo a da própria escola.
A principal função da escola é sem duvida uma intensificação das relações pessoais, comunitárias e educacionais, tendo como sua base à ligação escola e mundo no qual vivemos, com isso poderemos observar uma dimensão mais política. A escola como espaço pedagógico nos mostra a postura que devemos tomar para conviver com a sociedade.